Você já tomou a vacina contra o HPV? Lembre-se, o exame de Papanicolau ainda é obrigatório

Harianjogja.com, JACARTA — Os esforços para prevenir o cancro do colo do útero ou o cancro do colo do útero não são suficientes para depender apenas da vacinação. Os especialistas sublinham que o rastreio de rotina através do exame de Papanicolaou continua a ser um passo crucial, mesmo para as mulheres que receberam a vacina contra o Papilomavírus Humano (HPV).
O especialista em obstetrícia e ginecologia Darrell Fernando explicou que a vacina contra o HPV e o exame de Papanicolaou têm funções complementares e não se substituem. As vacinas desempenham um papel na prevenção de infecções virais que causam câncer cervical, enquanto o exame de Papanicolaou visa detectar precocemente alterações celulares.
“Ambos devem andar de mãos dadas. As vacinas protegem, mas o rastreio garante que as condições são monitorizadas”, disse ele num fórum de saúde em Jacarta.
A detecção precoce é um determinante da recuperação
Segundo ele, muitos casos de câncer de colo do útero evoluem sem sintomas nos estágios iniciais. Essa condição faz com que muitas mulheres só façam o autoexame quando a doença já entrou em estágio avançado.
Na verdade, se for detectado precocemente na fase pré-cancerosa, a probabilidade de recuperação pode ser próxima de 100 por cento. Por outro lado, atrasos no diagnóstico muitas vezes tornam o tratamento mais complexo e de alto risco.
As recomendações da Organização Mundial de Saúde sugerem que as mulheres façam exames de Papanicolaou regularmente a cada três anos, especialmente aquelas que foram sexualmente ativas até os 65 anos de idade.
O número de casos na Indonésia ainda é alto
Dados do Ministério da Saúde da República da Indonésia mostram que o cancro do colo do útero ainda é uma das maiores causas de morte nas mulheres. Todos os anos são registados mais de 36 mil novos casos com um número de mortos de cerca de 21 mil pessoas.
Esse número elevado se deve em grande parte à baixa taxa de detecção precoce. Muitos pacientes chegam em condições que já entraram em estágio avançado, portanto as chances de recuperação são menores.
Triagem expandida por meio do programa nacional
Para reduzir este número, o governo está a reforçar os serviços de rastreio através de vários programas, um dos quais é a integração do rastreio do cancro no programa Exame de Saúde Gratuito (CKG), que começará a ser expandido em 2026.
Este programa foi concebido para que o público possa ter acesso mais fácil e rápido aos exames, incluindo o acompanhamento médico daqueles cujos resultados dos rastreios apresentam indicações positivas.
Além disso, a educação pública também está sendo intensificada para que as mulheres tenham mais consciência da importância dos exames de rotina e não apenas da vacinação.
Combinação de prevenção é fundamental
Uma abordagem combinada entre a vacinação contra o HPV e o rastreio de rotina é considerada a estratégia mais eficaz para reduzir as taxas de cancro do colo do útero. Com uma detecção precoce consistente, o risco de desenvolver cancro pode ser reduzido significativamente.
No futuro, o governo tem como meta a eliminação do cancro do colo do útero até 2030 através do aumento da cobertura vacinal, do rastreio em massa e do reforço do sistema de serviços de saúde.
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Fonte: Entre




