Chefe da Patrulha de Fronteira dos EUA renuncia, na última mudança na equipe de Trump

O chefe da Patrulha de Fronteira dos EUA, a agência encarregada de proteger as fronteiras do país e cada vez mais utilizada pela administração Trump para operações de imigração em cidades americanas, anunciou sua renúncia na quinta-feira.
A decisão de Michael Banks, anunciada numa entrevista à Fox News e posteriormente confirmada pelo Departamento de Segurança Interna, é a mais recente mudança de liderança dos funcionários que implementam a repressão à imigração do presidente dos EUA, Donald Trump, e ocorre num momento em que a administração republicana parece estar a recalibrar a sua abordagem.
“Chegou a hora”, disse Banks em uma reportagem do site Fox News. “Sinto que coloquei o navio de volta na rota da fronteira menos segura, desastrosa e caótica, para a fronteira mais segura que este país já viu”, disse ele.
Num comunicado, o comissário da Alfândega e Proteção das Fronteiras dos EUA, Rodney Scott, agradeceu a Banks pelo seu serviço “durante um dos períodos mais desafiantes para a segurança das fronteiras”.
A Casa Branca não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
Não ficou imediatamente claro quem substituirá Banks. Ele liderou uma agência na vanguarda dos esforços de fiscalização da imigração de alto nível de Trump, mas manteve um perfil mais discreto do que alguns outros funcionários, como Gregory Bovino, um comandante agora aposentado que se tornou uma face pública das operações da cidade.



