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Opinião | Cimeira Xi-Trump: o que significa “estabilidade estratégica” para os laços EUA-China

Uma formulação emergente de o cume entre o Presidente Xi Jinping e o Presidente dos EUA, Donald Trump, em Pequim, merece especial atenção: a referência na leitura oficial da China a uma “relação construtiva de estabilidade estratégica entre a China e os EUA” que deverá orientar os laços “ao longo dos próximos três anos e mais além”.
A formulação é digna de nota, e não apenas porque aponta para um esforço para estabilizar um relacionamento difícil no curto prazo. Sugere uma tentativa mais ampla de colocar a gestão dessa relação num quadro político mais explícito.
A referência aos “próximos três anos e mais além” é especialmente notável a este respeito, uma vez que corresponde amplamente ao resto do actual mandato presidencial dos EUA, ao mesmo tempo que indica um interesse em enquadrar a relação em termos que se estendem para além do ciclo imediato de cimeiras.
A questão mais importante, portanto, é se a reunião criou espaço para uma formulação política mais explícita da relação ao lado dos EUA. ênfase em resultados práticos.
A formulação chinesa é consistente com tal interpretação. Xi definiu “estabilidade estratégica construtiva” em termos de cooperação sendo o esteioconcorrência dentro de limites adequados, diferenças administráveis e uma paz que continua a ser expectável. Em termos analíticos, esta linguagem aparece menos como um apelo à parceria no sentido mais antigo do que como uma tentativa de articular um quadro de coexistência regulamentada sob condições de rivalidade persistente.
A sua importância não reside em qualquer negação da concorrência, mas no esforço para colocar a concorrência dentro de um conjunto mais explícito de limites políticos e expectativas estratégicas.



