O chinês se tornará a língua principal para comandar a IA em tarefas de engenharia?

A resposta, de acordo com a pesquisa publicada no principal jornal de aviação da China, Acta Aeronautica et Astronautica Sinica, em 27 de abril, é mista: os chineses podem ter uma vantagem intrínseca sobre o inglês, mas não muito – pelo menos por enquanto.
Liderada pelo professor Chen Haixin, da Escola de Engenharia Aeroespacial de Tsinghua, a equipe criou um sofisticado “agente” de IA projetado para executar uma tarefa clássica de engenharia: reduzir o arrasto ajustando o formato de uma asa de aeronave moderna.
A IA foi ensinada a “ver” e “raciocinar”. Usando um modelo de linguagem de visão (VLM), a IA viu imagens de formatos de asas e seus padrões de fluxo de ar, combinadas com um conjunto de regras de engenharia e histórico de projeto.
Teve então que propor modificações geométricas sutis, como adicionar uma “saliência” aqui ou ajustar uma curva ali, para tornar a asa mais aerodinâmica. A IA aprendeu através de um processo de tentativa e erro, recebendo uma “recompensa” cada vez que reduzia com sucesso o arrasto.



