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Putin está a pressionar por um acordo de petróleo e gás de grande sucesso na China. Ele vai conseguir?

Na semana passada, o Presidente dos EUA, Donald Trump, aterrou na China com o objectivo de garantir o tipo de acordos comerciais de grande sucesso que defendeu há nove anos – abrangendo tudo, desde soja a aviões e energia.

Quando ele partiu, estava claro que a realidade ficaria muito aquém das expectativas. Apesar de Trump saudar um “acordo fantástico”, a China não anunciou a onda de compras massiva que muitos esperavam.
Agora, poucos dias após a saída de Trump, o presidente russo Vladimir Putin está chegando na China com ambições semelhantes. Numa conferência de imprensa no início deste mês, Putin disse que a Rússia estava perto de um acordo “sério e muito substancial” de petróleo e gás com Pequim.
Mas, tal como o seu homólogo americano, Putin poderá achar as negociações na China difíceis. Embora o A guerra EUA-Israel contra o Irã apareceria uma “oportunidade de ouro” para a Rússia vender mais energia à China, os analistas alertam que uma série de factores poderão complicar um potencial acordo.

O objectivo da Rússia para quaisquer negociações é simples: reforçar a sua economia interna vendendo mais petróleo e gás à China. Mas Pequim tem outras considerações – desde evitar a dependência excessiva de um único fornecedor de energia até reduzir a sua dependência do dólar americano através da liquidação de transacções em yuan.

Além disso, existem obstáculos práticos ao aumento dos fluxos de energia russos, incluindo o retorno iminente das sanções dos EUA e a ameaça de ataques de drones ucranianos. A questão é: poderá Putin ultrapassar todas estas barreiras e garantir o tipo de acordo que pretende com a China, o maior comprador de energia da Rússia?

Perspectivas obscuras para um acordo petrolífero

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