EUA acusam Raul Castro enquanto administração Trump aumenta pressão sobre Cuba

Os Estados Unidos anunciaram na quarta-feira acusações criminais contra o ex-líder cubano Raúl Castro por seu suposto papel na derrubada, em 1996, de duas aeronaves civis operadas pelo grupo exilado Brothers to the Rescue, com sede em Miami, um incidente que matou quatro pessoas.
A acusação, revelada pelo procurador interino dos EUA, Todd Blanche, em Miami, inclui acusações de conspiração para matar cidadãos norte-americanos, destruição de uma aeronave e quatro acusações individuais de homicídio contra Castro e cinco outros co-réus.
Blanche disse que um grande júri federal em Miami emitiu as acusações em 23 de abril.
É a primeira vez que o governo dos EUA procura acusações criminais contra um dos irmãos Castro, cuja revolução de 1959 transformou Cuba num Estado comunista alinhado contra Washington durante décadas.
Falando a partir da Freedom Tower de Miami – onde mais de 400 mil cubanos que fugiram da ilha após a revolução foram processados – Blanche disse: “Durante quase 30 anos, as famílias de quatro americanos assassinados esperaram por justiça. Os EUA e o Presidente Trump não esquecem e não esquecerão os seus cidadãos… Se matarem americanos, iremos persegui-los, independentemente da acusação que tenham e, neste caso, não importa quanto tempo tenha passado”.
O caso centra-se em 24 de fevereiro de 1996, quando dois aviões da Brother to the Rescue foram abatidos por caças cubanos sobre águas ao norte de Cuba. Havana defende há muito tempo a operação como uma resposta às repetidas violações do espaço aéreo cubano, enquanto investigadores internacionais concluíram que as aeronaves foram destruídas no espaço aéreo internacional.



