EUA negam participação no cancelamento da venda de mísseis da Noruega à Malásia

A disputa centra-se nos mísseis de ataque naval (NSMs) construídos pela empresa norueguesa Kongsberg Defence & Aerospace para uma frota de novos navios de combate malaios, com Kuala Lumpur a dizer que já pagou 95 por cento do contrato, avaliado em 126 milhões de euros (146,4 milhões de dólares).
A negação de Washington veio dias depois de um relatório afirmar que a venda pode ter sido bloqueada porque os mísseis fabricados na Noruega continham peças fabricadas nos EUA, colocando-os sob restrições de exportação dos EUA.
O governo dos EUA disse que “não estava envolvido na decisão” da Noruega e apoiou a aquisição dos mísseis pela Malásia como um meio de responder às ameaças regionais e proteger a sua soberania.
“Por exemplo, os Estados Unidos facilitaram a integração dos componentes de orientação necessários para o NSM em Kongsberg em 2024 para garantir a entrega do sistema à Malásia”, disse David H Gamble, encarregado de negócios da embaixada dos EUA na Malásia, em comunicado ao This Week in Asia.
“Os Estados Unidos continuam comprometidos com a nossa relação robusta de defesa e segurança com a Malásia”, acrescentou.



