Fabricantes de chips dos EUA na China veem aumento de receita, desafiando tensões comerciais: lista Hurun

Vinte e seis empresas de semicondutores dos EUA, da Qualcomm à Nvidia, viram as suas receitas na China aumentar em média 20% no ano passado, apesar das tensões comerciais, de acordo com uma nova análise.
Os dados, apresentados no último relatório “Hurun Top 100 US Enterprises in China 2026”, divulgado pelo Hurun Research Institute na segunda-feira, acompanham o desempenho de 100 empresas americanas cotadas em bolsa com base nas suas receitas na China no ano passado.
Entre os 100 maiores ganhadores na China, 26 eram da indústria de semicondutores, que tanto Pequim quanto Washington listaram como um setor estratégico. Os EUA também impuseram restrições às exportações de poder computacional de inteligência artificial (IA) e chips de última geração para a China, empurrando a segunda maior economia do mundo a acelerar o desenvolvimento interno.
Dos 10 maiores ganhadores no ano passado, os gigantes dos chips garantiram seis vagas – Qualcomm, Nvidia, Intel, Broadcom, Applied Materials e Advanced Micro Devices (AMD), com quatro deles relatando ganhos de receita ano a ano na China.
Além disso, a Western Digital, a Analog Devices (ADI) e a AMD lideraram a expansão com taxas de crescimento anual de 43 por cento, 34 por cento e 24 por cento, respectivamente. Os três ficaram em 33º, 30º e 10º lugar, segundo a lista de Hurun.
O forte impulso sublinha “a procura robusta do mercado por poder de computação de IA, chips topo de gama e a cadeia da indústria de semicondutores na China”, disse Rupert Hoogewerf, presidente e investigador-chefe da Hurun, num comunicado.



