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Papa pede ‘desarmamento’ da IA, tecnologia deve ser ‘amigável ao ser humano’

O Papa Leão apelou ao “desarmamento” da inteligência artificial no seu tão esperado manifesto sobre a tecnologia em rápido desenvolvimento, na segunda-feira, e alertou para “novas formas de escravatura” por detrás da sua ascensão.

A teoria da “guerra justa” – defendido recentemente pela administração Trump – estava “desatualizado”, escreveu o Papa Leão XIV na sua primeira encíclica, que apresentou pessoalmente no Vaticano, ao lado de especialistas em IA, incluindo o cofundador do gigante norte-americano Antrópico.

O primeiro papa dos EUA, que entrou em conflito com a Casa Branca por causa da guerra do Irão e do uso da religião para justificar o conflito, soou o alarme sobre o armamento dirigido pela IA, dizendo que “não era permitido confiar decisões letais” à tecnologia.

A gigante norte-americana Anthropic, que apostou na sua posição como uma empresa ética de IAestá envolvido numa batalha legal com os militares dos EUA depois de se opor à utilização da sua tecnologia para guerra autónoma letal e vigilância em massa.

Sem nomear o presidente dos EUA, Donald Trump, Leo sublinhou que era “importante reafirmar que a teoria da ‘guerra justa’, que tem sido muitas vezes usada para justificar qualquer tipo de guerra, está agora ultrapassada”.

O cofundador da empresa americana de inteligência artificial (IA) Anthropic, Christopher Olah, participa da apresentação da primeira Carta Encíclica do Papa Leão ‘Magnifica Humanitas’, focada na ascensão da inteligência artificial, no Vaticano na segunda-feira. Foto: AFP

“Nenhum algoritmo pode tornar a guerra moralmente aceitável”, acrescentou.

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