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China diz que engenheiro preso por 15 anos foi atraído para enviar segredos aeroespaciais ao exterior

Um engenheiro aeroespacial foi condenado a 15 anos de prisão por espionagem, informou a mídia estatal chinesa, ao alertar que a indústria aeroespacial é uma pedra angular da força tecnológica nacional e da segurança da defesa.

O engenheiro de sobrenome Zhu se formou em uma universidade importante com doutorado em 2018, informou a emissora estatal CCTV na segunda-feira. Desde então, ele trabalhou como engenheiro em vários institutos de pesquisa aeroespacial e administrou documentos confidenciais nas indústrias aeroespacial e de defesa.

Durante esse período, espiões de um país não identificado o contataram, disse o relatório. A CCTV disse que, apesar de saber que eram espiões, Zhu usou seu equipamento para fotografar muitos documentos e outros materiais e os transmitiu à agência não identificada, ganhando ilegalmente 596.400 yuans (88 mil dólares), disse. Além de ser condenado a 15 anos de prisão, todos os seus pertences foram confiscados.

“Zhu colocou o ganho pessoal acima do interesse nacional, sucumbindo à atração do dinheiro e caindo passo a passo na armadilha preparada pela organização de espionagem, tornando-se, em última análise, uma ferramenta para as forças estrangeiras roubarem segredos de Estado”, disse a CCTV, afirmando que nos últimos anos as agências de inteligência estrangeiras têm visado cada vez mais pessoal em posições confidenciais usando incentivos financeiros.

Mais recentemente, China lançou sua missão Shenzhou-23 no domingo, enviando três astronautas para sua estação espacial Tiangong, incluindo um que ficará por um ano para avançar no voo espacial humano de longa duração. A mídia estatal declarou que a missão “representa um novo progresso para a indústria espacial da China”, disse a Xinhua na segunda-feira.

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