Deepfakes de IA expõem vácuo legal na proteção dos direitos das celebridades na Índia

Os advogados dizem que o litígio expôs uma lacuna cada vez maior na legislação indiana, com os tribunais a reconhecerem cada vez mais os direitos da personalidade, apesar de o país não ter um estatuto específico para aplicá-los.
A campanha ganhou impulso em dezembro passado, quando a lenda indiana do críquete, Sunil Gavaskar, obteve uma ordem judicial proibindo múltiplas plataformas de usarem seu nome, imagem e voz por meio de tecnologias de IA.
A decisão, que alargou o âmbito jurídico da Índia em torno dos direitos das celebridades, também intensificou os apelos a uma lei dedicada aos direitos da personalidade que pudesse conter o uso indevido de tecnologias como a inteligência artificial.
Gavaskar abordou o Supremo Tribunal de Deli por causa de publicações enganosas nas redes sociais, da venda ilegal de mercadorias não autorizadas e de conteúdo digital depreciativo, incluindo material obsceno, que, segundo ele, ameaçava prejudicar a sua credibilidade como jogador de críquete e comentador icónico.
Gavaskar tornou-se o primeiro desportista indiano a garantir a protecção judicial para a sua personalidade e direitos de publicidade, e várias figuras públicas, desde políticos a actores de Bollywood, recorreram desde então aos tribunais por motivos semelhantes.



