Opinião | Por que os laços da China com a América Latina não estão imunes à influência de Trump

Durante mais de duas décadas, a ascensão da China na América Latina foi vista como um dos desenvolvimentos geopolíticos mais significativos no hemisfério ocidental. Através do comércio, do investimento, de projectos de infra-estruturas e do envolvimento diplomático, Pequim construiu uma presença que teria sido difícil de imaginar no início do século.
No entanto, os recentes desenvolvimentos regionais levantam uma questão incómoda para Pequim: será que o poder económico, por si só, pode gerar uma influência política duradoura?
A posição económica da China na América Latina continua forte. O comércio continua a crescer, as empresas chinesas continuam activas em toda a região e poucos governos parecem interessados em abandonar as relações económicas com Pequim. Mas a influência política depende de mais do que comércio e investimento. Depende dos governos, das instituições, dos cálculos estratégicos e do ambiente político mais amplo. Vários desenvolvimentos sugerem que o ambiente pode estar a mudar.



