A sombra da velha ditadura paira sobre o amargo segundo turno presidencial do Peru

Os candidatos presidenciais do Peru fizeram um discurso final aos eleitores na quinta-feira, coroando uma disputa contundente e acirrada, dominada pela raiva pelo aumento da criminalidade e pela instabilidade política.
A conservadora Keiko Fujimori e o esquerdista Roberto Sanchez organizaram eventos rivais em Lima antes da votação de domingo, com fervorosos apoiadores agitando bandeiras argumentando que seus oponentes “comunistas” ou “ditadores” levariam o país à ruína.
“Não podemos deixá-los vencer com o comunismo e o terrorismo”, disse Merida Delgado Perez, de 65 anos, que usa bandana e apoiante de Fujimori, expressando receios de que a esquerda possa levar o Peru a seguir um caminho visto na Venezuela e em Cuba.
Cada candidato enquadrou a eleição como um ponto de viragem para um país que destruiu oito presidentes numa década.
As sondagens mostram-nos separados por apenas alguns pontos, com cerca de um quinto dos eleitores ainda indecisos na última semana da campanha.
Um primeiro turno inconclusivo, com dezenas de candidatos, refletiu a frustração generalizada da classe política do Peru.



