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Museu do Japão sob ataque por ‘reescrever a história’ com rótulo de ‘incidente’ de Nanquim

Um museu em Japão está a enfrentar acusações de “reescrever a história” por substituir o massacre de Nanquim pela palavra “incidente”, atraindo críticas e reavivando a raiva sobre a agressão do país durante a guerra.

O Museu da Bomba Atómica de Nagasaki, que anteriormente resistiu às tentativas revisionistas, parece ter capitulado à campanha de pressão de um grupo cívico, após a divulgação na quinta-feira das alterações propostas à exposição pelo seu conselho de operações.

Outras alterações anunciadas pelo museu, inaugurado em 1996, incluem a descrição do ataque do Japão Imperial à China como uma “invasão” e que o exército usou “agressão”, informou a Nagasaki Cultural Broadcasting na sexta-feira.

No entanto, a mudança mais controversa foi a substituição do massacre por “incidente”, uma decisão que um analista disse ter deixado “o Japão com o ovo na cara”.

O massacre ocorreu na cidade hoje conhecida como Nanjing e ocorreu durante um período de seis semanas, começando em 13 de dezembro de 1937, dia em que os japoneses capturaram a cidade.

O número de mortos não foi estabelecido de forma conclusiva. O Tribunal Militar Internacional para o Extremo Oriente, em Tóquio, estimou em 1946 que mais de 200 mil chineses foram mortos.

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