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Como o grande acordo de GNL com o Japão sinaliza a Malásia como uma ‘potência média’ ascendente da Asean

Japãoassinatura de um acordo de fornecimento de GNL de 20 anos com a Malásia Petronas classificou o país do Sudeste Asiático como um valioso parceiro energético e de segurança, à medida que Tóquio procura proteger-se dos choques de abastecimento global e aprofundar os laços com aliados de confiança.
A última medida também sublinha como, no meio da crise energética, as nações asiáticas estão a fechar acordos bilateralmente, com Malásia aproveitando os seus vastos recursos naturais para ascender como uma “potência média”, segundo analistas.
Sob o acordo anunciado durante o primeiro-ministro da Malásia Anwar IbrahimApós a visita de Tóquio a Tóquio na quarta-feira, a empresa estatal de energia fornecerá à concessionária japonesa JERA 2 milhões de toneladas de gás natural liquefeito anualmente a partir de 2028.

O Japão importa atualmente 15% do seu GNL da Malásia, o seu segundo maior fornecedor, atrás da Austrália.

A fiabilidade da Malásia como fornecedor de energia tornou-se mais importante para o Japão, à medida que procura gerir a exposição a rotas de abastecimento como o Estreito de Ormuz, que representa cerca de 6 por cento das suas importações de GNL.

Os primeiros-ministros do Japão Sanae Takaichi (à direita) e da Malásia Anwar Ibrahim (à esquerda) participam de uma reunião bilateral no Gabinete do Primeiro Ministro em Tóquio na quarta-feira. Foto: EPA

Na reunião, Anwar disse que a Malásia estava comprometida em promover o comércio aberto e estável com o Japão, inclusive para suprimentos de energia essenciais, como o GNL, bem como petróleo e produtos químicos, como a nafta e a ureia.

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