Na Venezuela, os acordos de petróleo por empréstimo da China resultam em reestruturação da dívida, risco de ‘guardião’ dos EUA

Os Estados Unidos representam o principal obstáculo à continuação dos acordos de petróleo por empréstimo entre a China e a Venezuela, dizem os analistas, criando um imprevisto significativo naquela que está entre as maiores reestruturações de dívida da história.
E, afastando-se das crises soberanas convencionais, o quadro de recuperação foi definido para ser gerido pelo governo dos EUA e não pelo Fundo Monetário Internacional, de acordo com o relatório.
Analistas disseram que a resolução seria classificada entre as liquidações de dívida soberana mais complexas do mundo, dada a dispersão dos créditos entre vários tipos de credores e jurisdições, sendo o destino da dívida ligada ao petróleo da China uma incerteza primária.
Embora os dados oficiais sejam opacos e Pequim tenha congelado em grande parte novos empréstimos nos últimos anos, os dados de vários grupos de reflexão colocam o empréstimo total da China às administrações de Maduro e do seu antecessor, Hugo Chávez, em mais de 60 mil milhões de dólares, com os fundos canalizados em grande parte para projectos de infra-estruturas.



