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3 mortos, sem desculpas: ataque dos EUA prejudica relações com a Índia

Durante anos, Washington descreveu Índia como um parceiro indispensável, um contrapeso democrático à China e uma âncora estratégica no Indo-Pacífico.
Ministro das Relações Exteriores da Índia S. Jaishankar levantou as mortes diretamente com o Secretário de Estado dos EUA Marco Rubio num telefonema na sexta-feira passada, reiterando o que chamou de “forte protesto” da Índia e declarando, numa publicação posterior nas redes sociais, que “tais ações letais contra o transporte marítimo comercial não são justificadas”.
Rubio teria respondido alertando o seu homólogo indiano de que todos os navios comerciais devem cumprir imediatamente as ordens dos EUA no Estreito de Ormuz e que “as violações do bloqueio dos EUA e o transporte ilícito de petróleo iraniano não serão tolerados”.
Nesta altura, o enviado mais graduado dos EUA em Nova Deli já tinha sido convocado duas vezes numa semana para responder pelo ataque militar a um navio mercante no Golfo de Omã que matou os três marinheiros indianos em 10 de Junho.



