Autoridades tailandesas foram flagradas alterando notas de exames por subornos de até US$ 24 mil

O escândalo eclodiu depois que a polícia e autoridades anticorrupção invadiram o endereço de uma empresa em Nonthaburi, nos arredores de Bangkok, na terça-feira, e encontraram pelo menos 10 funcionários no local adulterando pontuações computadorizadas “para ajudar candidatos que pagaram subornos” a passar nos exames.
As verificações iniciais sugerem que podem ter sido pagos subornos para pelo menos 3.000 testes dos exames do ano passado em todo o país.
O preço para passar nos concursos públicos através de adulteração variou de 350.000 baht (US$ 10.500) a até 800.000 baht (US$ 24.000), disseram as autoridades.
Num vídeo de outra apreensão na província de Petchabhun ligada à operação inicial partilhada pela polícia tailandesa, uma funcionária pública atordoada, de uniforme cáqui, explica como se envolveu na fraude.
“Meus amigos”, diz a mulher, cujo rosto fica obscurecido no vídeo, admitindo que seu trabalho é corrigir as respostas dos exames com um computador.
O município que a mulher representava – Wichian Buri, província de Petchabun – recorreu às redes sociais para se distanciar do escândalo, afirmando que “não tinha afiliação, não tinha conhecimento prévio e não tinha qualquer participação nos referidos atos fraudulentos ou esquema de corrupção”.



