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Como as políticas do carvão da Indonésia deixaram os seus próprios cidadãos no escuro

Uma onda de cortes de energia em todo IndonésiaA ilha de Java deixou milhões de residentes e empresários na escuridão, despertando a fúria pública e levantando questões sobre a forma como o maior exportador de carvão do mundo não consegue manter as suas próprias luzes acesas.

A resposta, dizem os analistas, reside menos na escassez de carvão do que nas regras e incentivos que regem quem pode comprá-lo, a que preço e quando.

Os apagões de horas de duração desde a semana passada perturbaram as vidas e os negócios de milhões de assinantes da empresa estatal de serviços públicos da Indonésia, PLN, em Java, o centro da economia de 1,5 biliões de dólares.

A PLN atribuiu estas interrupções a problemas técnicos em duas grandes centrais eléctricas da ilha operadas por produtores independentes.

“[The two plants] foram forçados [offline] para se desconectar do sistema elétrico de Java”, disse o diretor-presidente da PLN, Darmawan Prasodjo, aos repórteres em 19 de junho. Ele disse que a PLN estava enfrentando uma lacuna no fornecimento de carvão, especialmente para o carvão de classificação média usado por suas usinas de energia.

De acordo com o Ministério da Energia e Recursos Minerais, o carvão representava 64,87 por cento da produção total de electricidade da Indonésia em Abril.

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