Estreito de Ormuz esquenta, declaração do Irã desencadeia aumento de combustível

Harianjogja.com, JACARTA—As tensões no Estreito de Ormuz aumentaram novamente após uma declaração do Vice-Presidente do Parlamento do Irão, que chamou a rota energética vital do mundo de “bomba atómica”. Esta situação tem impacto na distribuição global de energia e no aumento dos preços dos combustíveis.
O vice-presidente do Parlamento iraniano, Ali Nikzad, fez na sexta-feira uma forte declaração sobre a posição estratégica do Estreito de Ormuz. Ele chamou a região de “bomba atômica” do Irã, refletindo a força geopolítica do país.
Esta declaração foi transmitida conforme citado pela agência de notícias iraniana, Tasnim News Agency. “O Estreito de Ormuz não é uma rota marítima internacional; é um direito natural do Irão, a sua ‘bomba atómica’, e permanecemos firmes no nosso território legítimo”, disse Nikzad.
As tensões na região aumentaram depois que os Estados Unidos e Israel atacaram o Irão em 2026, em 28 de fevereiro, que teve como alvo uma série de pontos estratégicos no Irão. O ataque resultou em danos e vítimas entre civis.
Esforços para acalmar o conflito foram feitos quando, em 7 de abril, os Estados Unidos e o Irão anunciaram um cessar-fogo por duas semanas. Contudo, a dinâmica da diplomacia ainda não demonstrou um terreno comum.
As negociações em curso em Islamabad teriam terminado sem acordo. O presidente dos EUA, Donald Trump, decidiu então prolongar o período de cessar-fogo para dar ao Irão a oportunidade de elaborar uma “proposta unificada”.
A escalada do conflito tem um impacto direto nas atividades marítimas no Estreito de Ormuz, que é a principal rota de distribuição de petróleo e gás natural liquefeito da região do Golfo Pérsico para o mercado global. As perturbações nesta rota quase pararam o tráfego mundial de energia e fizeram subir os preços dos combustíveis em vários países, à medida que aumentavam as preocupações sobre o fornecimento global de energia.
O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais estratégicas e vitais do mundo que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Mar da Arábia. Sendo a principal rota de distribuição global de petróleo bruto, este estreito é a artéria energética mundial porque dezenas de navios-tanque passam por ele todos os dias, transportando cerca de um quinto do consumo global total de petróleo.
Geograficamente, o estreito é flanqueado pelo Irão, no lado norte, e por Omã e os Emirados Árabes Unidos, no lado sul.
As tensões entre os Estados Unidos e o Irão posicionaram o Estreito de Ormuz como uma poderosa arma geopolítica, com o Irão a ameaçar repetidamente fechar a passagem em resposta à pressão económica e às sanções militares do Ocidente.
A posição geográfica do Irão no controlo da costa norte do estreito permite-lhe monitorizar e interrogar quaisquer navios que passem, criando uma situação de atrito que muitas vezes resulta na apreensão de petroleiros ou outros incidentes de segurança.
Para os Estados Unidos, manter o estreito aberto é uma prioridade absoluta de segurança nacional para garantir a estabilidade do abastecimento energético global e proteger os interesses dos seus aliados na região do Golfo.
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Fonte: Entre




