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Hacker fugitivo preso na Itália e extraditado para os EUA

Harianjogja.com, JOGJA—A fuga de um hacker chinês terminou quando ele foi preso na Itália e extraditado para os Estados Unidos, marcando um reforço da aplicação da lei contra o crime cibernético transnacional.

Este caso é um aviso de que a protecção jurisdicional já não é suficiente quando os perpetradores atravessam as fronteiras nacionais.

O cidadão chinês, Xu Zewei (34), enfrenta agora um processo judicial nos EUA depois de ter sido alegadamente envolvido num grande hack em 2020-2021 que teve como alvo a investigação médica global, incluindo a investigação da vacina Covid-19.

O diretor assistente do FBI, Brett Leatherman, enfatizou que a proteção que os cibercriminosos consideram segura tem limites.

“A proteção que os hackers chineses recebem na China não se aplica depois de cruzarem a fronteira”, disse ele citado pela CNA, citado no domingo (05/03/2026).

Visando pesquisas sensíveis durante uma pandemia

Na acusação do Departamento de Justiça dos EUA, Xu foi citado como parte de uma rede de hackers que tinha como alvo universidades, cientistas e instituições de pesquisa enquanto o mundo enfrentava a pandemia de Covid-19.

Eles exploraram uma brecha no Microsoft Exchange Server em uma campanha cibernética conhecida como Hafnium.

Este ataque não visou apenas o sector da saúde, mas também escritórios de advogados que armazenam dados estratégicos relacionados com a política do governo dos EUA.

Preso durante as férias

A fuga de Xu terminou quando ele estava em Milão, Itália, em julho de 2025, durante férias com sua esposa. Depois de passar por processos judiciais nos tribunais italianos, o pedido de extradição dos EUA foi finalmente aprovado.

Este momento mostra que a mobilidade internacional é agora um ponto vulnerável para os cibercriminosos que antes se sentiam seguros no seu país.

Por outro lado, o governo chinês, através do porta-voz da embaixada em Washington, Liu Pengyu, negou as acusações e qualificou-as de motivação política.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, também pediu à Itália que não concedesse a extradição.

O caso Hafnium atraiu a atenção global desde 2021, quando milhares de organizações foram vítimas de roubo de dados.

Agora, Xu enfrenta várias acusações criminais federais em Houston, incluindo fraude e roubo de identidade.

Estas detenções enviam uma mensagem forte de que o conhecimento técnico não garante a segurança dos cibercriminosos, especialmente quando viajam para o estrangeiro.

Para a comunidade em geral, incluindo a Indonésia, este caso mostra que o cibercrime não é apenas uma questão digital, mas tem um impacto real na segurança dos dados, na investigação em saúde e nas políticas públicas globais.

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