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Insinuado pelo próprio clube, Nathan revela o drama do passaporte na Holanda

Harianjogja.com, JOGJA—O zagueiro da seleção indonésia Nathan Tjoe-A-On finalmente falou sobre a polêmica do ‘portão do passaporte’ na Liga Holandesa que o levou a ser excluído pelo clube. Ele nem foi autorizado a treinar até que o acesso às instalações fosse interrompido.

O caso que aconteceu com Nathan ganhou destaque porque impactou diretamente em sua carreira no meio da competição. Esta situação começou com o protesto do clube NAC Breda após a derrota esmagadora por 0-6 para o Go Ahead Eagles em 15 de março de 2026.

O protesto destacou o status do defensor do Go Ahead Eagles, Dean James, que se tornou cidadão indonésio (WNI). O NAC questionou a legalidade da autorização de trabalho do jogador, desencadeando um efeito dominó em vários outros jogadores naturalizados na Liga Holandesa, incluindo Nathan.

Como resultado, o clube de Nathan, Willem II Tilburg, tomou medidas firmes ao proibi-lo de jogar, treinar e utilizar as instalações do clube enquanto o processo legal estava em andamento.

“Por um lado, foi muito estranho. Toda a comoção coincidiu com a pausa internacional, quando estive na Indonésia”, disse Nathan, citado pelo Brabants Dagblad.

Nathan admitiu que nunca pensou que mudar a cidadania holandesa para indonésia pudesse causar grandes problemas. Segundo ele, essa questão parece até exagerada.

“Não pensei que seria um grande problema. Mas acabou sendo um problema”, disse ele.

Este problema decorre de regulamentos legais holandeses que revogam automaticamente a cidadania de uma pessoa se esta adquirir outra cidadania voluntariamente. Entretanto, a Indonésia também não reconhece a dupla cidadania.

Como resultado, Nathan perdeu o seu estatuto de cidadão da UE e teve de ser registado novamente como jogador de fora da UE com uma autorização de trabalho especial. Porém, este processo administrativo não foi realizado por desconhecimento do clube e da federação.

A Federação Holandesa de Futebol (KNVB) admitiu mesmo que estas regras não eram amplamente conhecidas nos círculos futebolísticos. Portanto, não há sanções impostas a clubes ou jogadores.

A situação ficou mais complicada porque a polêmica surgiu quando Nathan defendia a Seleção da Indonésia na FIFA Series 2026. Mesmo assim, optou por manter a calma e deixar a resolução para o clube.

“O assunto foi bem tratado por pessoas que sabiam o que estavam fazendo. Isso me dá confiança”, disse ele.

Após a conclusão do processo administrativo, Nathan finalmente voltou a jogar. Ele até apareceu durante os 90 minutos quando o Willem II venceu o Almere City.

Mesmo afetado, Nathan mostrou uma atitude madura ao compreender as medidas tomadas por outros clubes que protestaram. No entanto, ele ainda lamenta o impacto sentido pelos jogadores.

“Entendo que um clube que está na zona de rebaixamento faça qualquer coisa. Mas nós, como jogadores, certamente não estamos felizes”, disse ele.

Este caso não acontece apenas com Nathan. Vários outros jogadores da seleção indonésia, como Dean James, Justin Hubner e Tim Geypens, também foram afetados.

Agora foi declarado que todos os jogadores cumpriram os requisitos e podem voltar a jogar. O Ministro da Juventude e Desportos, Erick Thohir, enfatizou a importância da diplomacia desportiva no tratamento de questões transfronteiriças como esta.

Terminada a polêmica, Nathan volta a se concentrar em ajudar o Willem II na disputa pela promoção à Eredivisie.

Esta experiência é uma lição importante, de que questões administrativas podem ter um grande impacto na carreira de um jogador. No entanto, com uma boa coordenação, este problema ainda pode ser resolvido.

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