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O status dos ativistas de direitos humanos será limitado por seleção, é o que diz o DPR

Harianjogja.com, JACARTA—O plano de formar uma equipa de avaliadores para determinar o estatuto dos activistas dos direitos humanos (HAM) suscitou novas preocupações relativamente ao espaço para as liberdades civis. Considera-se que este discurso tem o potencial de mudar o significado do activismo de um direito do cidadão para algo que pode ser seleccionado pelo Estado.

No meio desta discussão, o Membro da Comissão XIII DPR RI Marinus Gea avaliou que esta medida realmente causou problemas fundamentais. Ele destacou o potencial de conflito de interesses se o governo estivesse na posição de ser a parte supervisionada e determinasse quem seria o supervisor.

“Uma das principais funções dos activistas dos direitos humanos é monitorizar o poder, incluindo o governo. Se o governo está presente para seleccionar quem é digno e não um activista dos direitos humanos, então esta é uma falha lógica. Isto dá a impressão de que o governo quer seleccionar quem quer supervisioná-lo”, disse Marinus na sua declaração em Jacarta, sexta-feira.

Segundo Marinus, o activismo pelos direitos humanos nasce, na verdade, da consciência individual e da liberdade de expressão, e não do resultado de um processo de selecção estatal. Ele enfatizou que o envolvimento do Estado na determinação do estatuto de activista tem o potencial de transformar direitos básicos em algo limitado.

Ele também acredita que esta abordagem abre oportunidades para conflitos de interesse. O governo, que deveria ser objecto de supervisão, tem potencial para assumir o papel de determinar a parte que realiza a supervisão.

“Não é necessário pedir permissão ao Estado para se tornar um activista dos direitos humanos. Se o governo tiver logicamente de ser seleccionado, isso significa que o Estado está a transformar direitos em privilégios. Portanto, seja o que for que o governo queira, dê-o hoje e retire-o amanhã”, disse ele.

Além disso, alertou que este tipo de política corre o risco de limitar o espaço de crítica da sociedade. Segundo ele, o Estado não tem legitimidade moral ou política para filtrar as vozes críticas dos cidadãos.

Se esta política continuar a ser implementada, Marinus acredita que o impacto não será apenas de coaching, mas também de sufocamento da liberdade de expressão. Isto é considerado contrário ao mandato dos artigos 28A a 28J da Constituição de 1945, que exige que o Estado respeite, proteja e cumpra os direitos humanos.

No contexto da democracia, enfatizou a importância da coragem dos cidadãos para corrigir o poder. Sem críticas, o poder corre o risco de perder o rumo.

“Não precisamos de activistas que obedeçam ao poder. Precisamos de activistas que ousem corrigir o poder, porque sem críticas o poder perderá o rumo e sem a coragem dos cidadãos a democracia será apenas um slogan”, disse.

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Fonte: Entre

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