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Para marinheiros indianos traumatizados, a reabertura de Hormuz traz pouco alívio

O capitão Raman Kapoor estava carregando petróleo em um porto iraquiano quando lhe chegou a notícia de que o Estados Unidos e Irã estavam em guerra.

Em poucas horas, seu navio-tanque ficou preso ao norte do Estreito de Ormuz com 24 tripulantes a bordo, enquanto mísseis começavam a formar arcos no céu.

“Estávamos presos na zona de guerra e todos estavam muito assustados e sem noção do que fazer”, lembrou Kapoor, 48 anos. “Todos nos sentíamos tão presos. Estávamos indefesos, totalmente indefesos.”

Ele e sua tripulação permaneceriam assim por 75 dias.

Navios foram vistos ancorados no mês passado na costa de Sharjah, no Golfo Pérsico, ao norte do Estreito de Ormuz. Foto: AFP
O Estreito de Ormuz – um canal estreito através do qual passou cerca de um quinto do petróleo e do gás comercializados no mundo antes do conflito – deverá agora reabrir parcialmente na sexta-feira, num prazo de 60 dias. Memorando de entendimento EUA-Irãaumentando as esperanças de que o transporte comercial possa ser retomado.
Para os marítimos civis apanhados na crise desde o Guerra EUA-Israel contra o Irã começou no final de Fevereiro, o que é motivo para um alívio cauteloso.

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