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Parlamento húngaro descarta retorno de Orban com limite de 8 anos para primeiros-ministros

O parlamento da Hungria aprovou uma ⁠emenda constitucional ⁠na segunda-feira que ⁠permite que os primeiros-ministros sirvam por um período máximo de oito anos, impedindo efetivamente o ex-primeiro-ministro Viktor Orban de ocupar o cargo ‌novamente.

O primeiro-ministro Peter Magyar derrubou Orban nas eleições de abril, após 16 anos, obtendo uma maioria de dois terços no parlamento que permite ao seu partido reverter ou alterar a legislação aprovada pelo Fidesz de Orban, incluindo a constituição.

A alteração foi uma promessa de campanha fundamental dos magiares conservadores pró-UE que, nas eleições de Abril, destituíram Orbán do cargo e prometeram reformas abrangentes como parte de uma “mudança de regime”.

Magyar argumentou que a possibilidade de mandato ilimitado pode levar à concentração de poder, apontando como exemplo o seu antecessor, a quem os críticos acusaram de ajustar constantemente o sistema político da Hungria para manter um controlo rígido do poder.

O partido de Orban opôs-se aos limites de mandato, argumentando que isso poderia restringir a vontade popular.

A emenda foi aprovada no parlamento com 135 votos a favor, 50 contra e seis abstenções. Segundo a lei húngara, tal medida pode ser aprovada por uma maioria absoluta de dois terços sem necessidade de referendo.

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