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UE propõe ao Brasil um acordo de terras raras “mais benéfico” do que EUA ou China

O União Europeia está oferecendo Brasil uma parceria “mais benéfica” em minerais críticos do que a Estados Unidos ou a China, disse na quinta-feira o comissário de parcerias internacionais do bloco, prometendo investimento em refino e tecnologia nacionais, enquanto Bruxelas trabalha para reduzir a sua dependência das cadeias de abastecimento chinesas.
O Comissário Europeu para Parcerias Internacionais, Jozef Sikela, defendeu o caso durante uma visita de uma semana ao Brasil que incluiu uma parada no sábado em um centro de pesquisa e processamento de terras raras administrado pela mineradora australiana Viridis Mining and Minerals em Poços de Caldas, no estado de Minas Gerais, um dos quatro projetos escolhidos para acelerar a cooperação entre os dois lados.
A abordagem europeia era uma vantagem, argumentou ele, porque dava prioridade à sustentabilidade empresarial e ao processamento local de terras rarasalinhando-se com a pressão do governo brasileiro para exportar minerais processados em vez de minério bruto.
“É extremamente importante que o Brasil também vá além dos negócios de margens baixas, que o valor seja criado aqui no país”, disse Sikela, descrevendo o Brasil como o parceiro mais estratégico da UE no América latina. O bloco poderia cobrir as suas necessidades através de acordos de compra, enquanto o Brasil construía a sua própria capacidade de refinação e avançava na cadeia de abastecimento em direcção a margens mais elevadas.
O Brasil detém a segunda maior reserva de terras raras do mundo e já estabeleceu o processamento interno como condição para o acesso estrangeiro às suas jazidas, posição que o Presidente Luiz Inacio Lula da Silva considerado soberania nacional quando disse ao presidente dos EUA Donald Trump em Maio que as reservas foram “aberto à China e a qualquer outra nação” disposta a minerar, separar e processar os minerais em solo brasileiro.



