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Paquistão no meio: quais os benefícios e riscos do mediador EUA-Irã? – O debate

Há aqueles que querem que os EUA e o Irão cheguem a um acordo e aqueles que querem uma mudança de regime. Entre estes últimos, há Israel, claro, e depois há os Emirados Árabes Unidos, que sinalizaram a resposta cautelosa da OPEP como uma razão para abandonar o cartel. O fim da OPEP? Como reagirá o seu maior produtor, a Arábia Saudita? Os Emirados também parecem querer o Paquistão, aliado da Arábia Saudita, exigindo subitamente o reembolso imediato de um empréstimo de 3,5 mil milhões de dólares dos facilitadores sem dinheiro dos esforços de mediação EUA-Irão.

Como o Paquistão emergiu como um ator central? Quais são os benefícios e riscos quando se levanta a mão para facilitar o diálogo entre inimigos jurados, especialmente quando um é seu vizinho e o outro é uma superpotência global que pode anular um resgate do FMI se as relações azedarem? No centro de tudo está o poderoso chefe militar, Marechal de Campo Asim Munir. Ele conhece bem o Irão desde a sua época como chefe dos serviços secretos e enfureceu a Índia ao cair nas boas graças de Donald Trump. Mas e se o presidente dos EUA for um amigo do tempo bom? E poderá a arte do acordo fazer baixar os preços na bomba para os paquistaneses comuns que ficam cambaleando com o bloqueio no Estreito de Ormuz?

Produzido por François Picard, Rebecca Gnignati, Juliette Laffont, Ilayda Habip, Charles Wente.

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