Especialista jurídico da UMY destaca caso Maluku Brimob e pede equipe independente

Harianjogja.com, JOGJA—Considera-se que o tratamento dos casos de alegados abusos por parte de membros da Brimob que causaram a morte de estudantes nas Maluku necessita de ser supervisionado por uma equipa independente para manter a objectividade da investigação. Isto foi transmitido pelo especialista em direito penal da Universidade Muhammadiyah de Yogyakarta (UMY) Trisno Raharjo, que enfatizou a importância da transparência no processo legal.
Segundo Trisno, o envolvimento de uma equipa independente é crucial porque o alegado autor é um membro da polícia, pelo que é necessária supervisão externa para evitar conflitos de interesses. Ele enfatizou que o processo de tratamento dos casos deve ser realizado de forma aberta para que os resultados da investigação possam merecer a confiança do público.
“O tratamento deste caso deve ser feito de forma aberta e transparente”, disse ele em Yogyakarta, segunda-feira (23/02/2026).
Encorajou também a comunicação intensa entre investigadores e procuradores públicos, envolvendo mesmo activistas de direitos humanos no processo do caso, se necessário. Esta etapa é considerada importante para garantir a responsabilização e, ao mesmo tempo, aumentar a confiança do público na aplicação da lei.
“Encorajo a comunicação intensa entre investigadores e procuradores, mesmo que seja necessário envolver activistas de direitos humanos no processo do caso para garantir a responsabilização”, disse Trisno.
Trisno explicou que a construção jurídica do caso dependeria muito do resultado da investigação. Disse que há dois artigos possíveis que podem ser impostos, nomeadamente actos criminosos que causam morte por negligência ou homicídio se for comprovado o elemento de dolo.
“Com base nas observações iniciais, a direção pode levar ao homicídio, principalmente se você presenciar um ato de violência com uso de capacete contra uma criança que dirigia. Porém, entrar no caso de homicídio não é fácil e deve ser fortemente comprovado”, explicou.
Segundo ele, comprovar o elemento de intenção é um ponto crucial. Os investigadores precisam investigar se o perpetrador estava ciente de que suas ações tinham o potencial de causar a morte, especialmente quando a vítima dirigia a uma determinada velocidade.
Além disso, Trisno questionou a adequação das ações de patrulha com as principais tarefas e funções (tupoksi) da Brimob, especialmente se a situação regional estiver em condições normais.
“Se não for a tarefa principal da Brimob e a situação não for de grande agitação, então esta acção poderá enquadrar-se na categoria de abuso de autoridade”, afirmou.
Acrescentou que o estatuto do perpetrador como membro da polícia deve ser um factor de peso na imposição de uma sentença. Os policiais, segundo ele, têm maiores responsabilidades morais e legais do que os civis.
Anteriormente, com base na cronologia policial, o incidente começou quando uma patrulha da Brimob realizou atividades de criação de condições utilizando veículos táticos nas áreas da cidade de Tual e da regência sudeste de Maluku na madrugada de quinta-feira (19/02/2026). A patrulha inicial esteve no Complexo Mangga Dua, Langgur, até cerca das 02h00 WIT, depois mudou para Fiditan Village, Tual City, após receber relatos de alegados espancamentos na área de Tete Pancing.
Enquanto estavam no local, o suspeito e vários membros desceram do veículo para fornecer segurança. Cerca de 10 minutos depois, duas motos circulavam em alta velocidade de Ngadi em direcção a Tete Pancing.
O suspeito teria balançado o capacete tático como sinal, mas o capacete atingiu a têmpora direita da vítima AT (14), fazendo com que a vítima caísse da motocicleta deitada. A vítima foi então levada às pressas para o Hospital Regional Karel Sadsuitubun Langgur para receber tratamento médico, mas às 13h00 WIT a vítima foi declarada morta. O desenvolvimento do caso Maluku Brimob está sob os holofotes do público porque diz respeito à responsabilização dos funcionários responsáveis pela aplicação da lei e à protecção dos direitos dos civis, pelo que um processo de investigação transparente é considerado importante para manter a confiança do público.
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Fonte: Entre




