Chanceler húngaro diz que relatos de que ele passou informações à Rússia são “interferência estrangeira”

O ministro das Relações Exteriores da Hungria, Peter Szijjarto, denunciou na terça-feira “interferência estrangeira” em Hungriacampanha eleitoral, depois que a mídia investigativa publicou conversas telefônicas sugerindo que ele repassou informações para Rússia.
Classificando-o como um “escândalo muito grande”, Szijjarto criticou “a intercepção das suas chamadas pelos serviços secretos estrangeiros, que as tornaram públicas” uma semana e meia antes das eleições parlamentares “no interesse de Ucrânia“, escreveu ele em Facebook.
Um consórcio de meios de comunicação do Leste Europeu – The Insider, VSquare e Delfi – afirmou em uma investigação publicada terça-feira que Szijjarto havia fornecido Moscou com acesso “em linha direta” a “informações estratégicas sobre questões cruciais”.
A investigação citou gravações vazadas e transcrições de chamadas telefônicas, em uma das quais Szijjarto teria dito ao homólogo russo Sergei Lavrov“Estou ao seu serviço.”
Comentando a história, o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andriy Sybiga, disse que “estas não são conversas. Isto é obsequioso reportando aos clientes russos. Nojento, é uma vergonha e realmente deveria ser objeto de investigação.”
Primeiro-ministro nacionalista pró-Rússia da Hungria Viktor Orbán tem repetidamente suspendeu sanções da UE contra a Rússia e bloqueou a ajuda à Ucrânia devastada pela guerra, até mesmo trocando farpas com Kyiv.
As acusações contra Szijjarto, um aliado próximo de Orban, surgem antes das eleições parlamentares de 12 de abril, nas quais o líder nacionalista enfrenta o seu maior desafio nas urnas em anos.
Orbán disputa a reeleição para um quinto mandato, apesar das acusações da oposição de deslealdade para com União Europeia parceiros, bem como de permitir Kremlin interferência.
Peter Magyar, que é o favorito para destituir Orban, sugeriu na terça-feira que Szijjarto deveria enfrentar prisão perpétua por “traição”.
“Agora é óbvio que Peter Szijjarto, o ‘menino de recados’ de Sergei Lavrov, não defende nem os interesses húngaros nem os europeus, mas em vez disso reporta-se diretamente à liderança russa através de uma linha segura, transmitindo informações confidenciais”, disse o líder da oposição num fórum na Hungria.
“O Código Penal Húngaro define isto como traição. E, aliás, este crime é punível com prisão perpétua.”
(FRANÇA 24 com AFP)




