Implementação do B50 testada em financiamento, não apenas uma questão de oferta

Harianjogja.com, JACARTA—Considera-se que a implementação do biodiesel B50 não depende apenas da disponibilidade de matérias-primas, mas é realmente testada na força do sistema nacional de financiamento de energia. A estabilidade financeira é um factor crucial para que este programa possa funcionar de forma sustentável.
A avaliação foi feita pelo Professor da Faculdade de Silvicultura e Meio Ambiente do Bogor Agricultural Institute (IPB University), Sudarsono Soedomo, em Jacarta, sexta-feira (04/10/2026).
Sudarsono explicou que o programa de biodiesel tem sido até agora apoiado por um esquema de financiamento fechado ou autofinanciamento através de taxas da indústria de óleo de palma geridas pela Agência de Gestão do Fundo de Plantações de Óleo de Palma (BPDPKS).
“O sucesso do programa depende muito da estabilidade do mecanismo de financiamento fechado que tem apoiado o programa de biodiesel da Indonésia”, disse ele.
Este regime torna o programa relativamente independente, sem depender do orçamento de receitas e despesas do Estado (APBN). Contudo, a dependência do fluxo de caixa proveniente das exportações torna-o vulnerável a perturbações.
Segundo ele, o aumento do consumo interno para as necessidades B50 tem o potencial de suprimir as exportações de óleo de palma bruto (CPO). Como resultado, as receitas provenientes dos direitos de exportação também diminuíram.
Esta condição poderia perturbar a liquidez dos fundos do biodiesel e correr o risco de causar atrasos nos pagamentos aos produtores.
“A indústria não aumentará a produção se os pagamentos forem incertos”, disse ele.
Capacidade Suficiente, Desafios no Fluxo de Caixa
Em termos de produção, a Indonésia é considerada capaz de satisfazer as necessidades de B50. A produção nacional de CPO atinge cerca de 47-50 milhões de toneladas por ano, enquanto a procura adicional é de apenas cerca de 8-10 milhões de toneladas.
A capacidade nacional de produção de biodiesel também atingiu 12-14 milhões de quilolitros por ano, embora a utilização seja apenas de cerca de 60-70 por cento.
Sudarsono acredita que o principal problema não é a capacidade, mas a certeza de pagamento para que a indústria tenha coragem de aumentar a produção.
Além dos factores financeiros, a implementação do B50 também enfrenta desafios técnicos, tais como a estabilidade da oxidação do combustível, a compatibilidade do motor e o potencial para aumentar as emissões de óxido de azoto.
Isto tem implicações no aumento dos custos de produção e na diferença de preço entre o biodiesel e o diesel fóssil.
Sudarsono incentivou o governo a fortalecer a indústria nacional de aditivos e a implementar melhores padrões de armazenamento. Ele também sugeriu que a implementação do B50 fosse realizada em etapas de acordo com as regiões.
Por outro lado, considera-se que o regime de Obrigações do Mercado Interno (DMO), que está atualmente na faixa de IDR 14.300 por litro, precisa ser ajustado ao preço de mercado do OPB.
“O governo pode implementar uma transmissão limitada de preços no sector não subsidiado, enquanto as famílias permanecem protegidas através de mecanismos de estabilização automática”, disse ele.
Este passo é considerado importante para que a flexibilidade de preços seja mantida sem onerar o orçamento do Estado.
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Fonte: Entre




