Irã rejeita paz temporária e quer acabar com a guerra

Harianjogja.com, ANTALYA—O governo iraniano rejeitou um esquema de cessar-fogo temporário e optou por pressionar pela cessação completa do conflito na região do Médio Oriente. Esta posição foi transmitida no meio de esforços de mediação internacional em curso.
A afirmação foi feita pelo vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Saeed Khatibzadeh, durante sua participação no Fórum de Diplomacia de Antalya, sexta-feira (17/4/2026).
“Não aceitamos um cessar-fogo temporário”, disse ele.
Segundo Khatibzadeh, quaisquer esforços de paz devem abranger todas as zonas de conflito, desde o Líbano até à região do Mar Vermelho. Enfatizou que o ciclo de conflito na região deve ser interrompido permanentemente e não apenas uma pausa temporária.
Mediação Internacional ainda em curso
O Irão disse que o processo de mediação facilitado pelo Paquistão ainda estava em curso para se chegar a uma solução a longo prazo. Sabe-se que o chefe do exército paquistanês, Asim Munir, esteve em Teerã desde meados de abril para se reunir com vários oficiais iranianos de alto escalão.
Durante a reunião, Munir encontrou-se com o presidente Masoud Pezeshkian, o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Qalibaf, e o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, para discutir os esforços para acabar com o conflito.
Esta etapa de mediação é uma continuação das negociações entre o Irão e os Estados Unidos realizadas no Paquistão no início de abril, que anteriormente resultaram num acordo de cessar-fogo durante duas semanas.
Estreito de Ormuz permanece aberto
Para além da questão do conflito, o Irão também abordou a posição estratégica do Estreito de Ormuz, que permanece aberto às rotas comerciais globais. No entanto, o governo iraniano abriu a possibilidade de novos acordos relacionados com a segurança e o ambiente.
Khatibzadeh acusou os Estados Unidos e Israel de serem as partes que pioraram a situação na região. Segundo ele, a escalada do conflito teve um amplo impacto no comércio global e na estabilidade económica.
Enfatizou que uma resolução permanente do conflito garantiria que o Estreito de Ormuz permanecesse seguro como rota mundial de distribuição de energia.
Esta situação mostra que a dinâmica geopolítica regional ainda é instável, embora continuem a ser feitos vários esforços diplomáticos para neutralizar o conflito.
As tensões na região do Médio Oriente nas últimas semanas também suscitaram preocupações globais sobre a estabilidade do abastecimento de energia e das rotas comerciais internacionais.
O Estreito de Ormuz, que é uma das maiores rotas de distribuição de petróleo do mundo, torna-se frequentemente um ponto crucial sempre que o conflito aumenta.
Vários analistas avaliam que, se o conflito não diminuir imediatamente e de forma permanente, o risco de perturbação do fornecimento de energia e de um aumento nos preços mundiais do petróleo será ainda maior e terá um impacto directo na economia global, incluindo nos países em desenvolvimento que dependem das importações de energia.
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Fonte: Entre




