O maior caso de creche Jogja na Indonésia

Harianjogja.com, JOGJA — O caso da creche Jogja está de volta aos holofotes nacionais depois que a Comissão Indonésia de Proteção à Criança (KPAI) nomeou o alegado abuso de crianças em Umbulharjo como o caso com o maior número de vítimas na Indonésia. Estas conclusões reforçam a urgência de abordar seriamente a protecção das crianças e a supervisão dos serviços de acolhimento.
O Comissário do KPAI, Diyah Puspitarini, revelou que a escala de casos tratados por agentes na cidade de Jogja ultrapassou casos semelhantes que ocorreram anteriormente em várias regiões.
“Este é um caso extraordinário tratado pela Polícia de Yogya, porque dos casos tratados pela KPAI, o número de vítimas é o mais alto de toda a Indonésia”, disse Diyah durante uma conferência de imprensa na Polícia de Jogja, segunda-feira (27/4/2026).
Série de casos problemáticos de creches na Indonésia
A KPAI observou que nos últimos três anos recebeu cinco reclamações relativas a creches problemáticas. O caso em Jogja é o mais recente e mais proeminente em comparação com incidentes anteriores em Depok, Pekanbaru, Leste de Jacarta e Sul de Jacarta.
Diferente do padrão anterior, o caso da creche Jogja é considerado com características mais complexas. O número de perpetradores envolvidos foi relativamente grande, dando origem a suspeitas de um padrão organizado.
“Vimos em casos anteriores que tendia a ser espontâneo e realizado por uma ou duas pessoas, enquanto neste havia mais de três a dez pessoas, pelo que indicava que era sistemático e estruturado”, explicou Diyah.
Indicação de violência SOP e problemas de licenciamento
A KPAI também encontrou indícios de determinados padrões ou diretrizes de trabalho que levam à prática de violência contra crianças. Esta constatação reforça a noção de que esta ação não ocorreu por acaso.
“Também encontramos indícios de algum tipo de POP ou diretriz sendo implementada pelo suspeito, e acredita-se que esta violência tenha ocorrido sistematicamente”, disse ele.
Além disso, questões clássicas relacionadas ao licenciamento de creches voltaram a emergir. Em vários casos tratados pela KPAI, muitas instituições de cuidados infantis não cumpriram os aspectos legais ou os padrões de serviço estabelecidos.
Solicitar tratamento rápido e assistência às vítimas
A KPAI insta que o processo legal relativo ao caso da creche Jogja prossiga rapidamente, de acordo com as disposições da Lei de Proteção à Criança. Esta etapa é considerada importante para proporcionar justiça e também um efeito dissuasor.
“As crianças devem receber rapidamente assistência psicossocial e também proteção jurídica de acordo com a regulamentação aplicável”, sublinhou.
A assistência não se concentra apenas nas crianças como vítimas, mas também nas famílias que também são afetadas emocionalmente. A KPAI lembra ao público que deve ser mais seletivo na escolha dos serviços de cuidados infantis para evitar riscos semelhantes.
Resposta do Governo e Fortalecimento da Proteção Infantil
Entretanto, a Ministra do Empoderamento da Mulher e da Protecção da Criança, Arifah Fauzi, enfatizou que a violência contra as crianças é uma violação grave que não pode ser tolerada em nenhuma circunstância.
“Este incidente não só prejudica as crianças como vítimas, mas também abala a confiança do público nos serviços de cuidados infantis”, disse ele.
Expressou também o seu apreço pelas rápidas medidas tomadas pelo governo regional, juntamente com os responsáveis pela aplicação da lei, no tratamento do caso da creche de Jogja, desde o processo de investigação, garantindo o local, até à prestação de serviços de assistência às vítimas. Estes esforços continuam a ser reforçados para garantir que todas as crianças recebam a máxima protecção no meio da crescente necessidade de serviços de cuidados na sociedade.
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