Cidade argentina tenta ignorar suspeitas de ‘paciente zero’ do navio hantavírus

A cidade argentina “no fim do mundo”, Ushuaia, ponto de partida para expedições à Antárctida, tem estado sob suspeita de ser a fonte do surto mortal de hantavírus que matou três passageiros de navios de cruzeiro.
O MV Hondius partiu deste espetacular porto patagônico, espremido entre montanhas cobertas de neve e o Atlântico Sul, no dia 1º de abril.
Cinco dias depois, um holandês que tinha viajado pela América do Sul numa viagem de observação de aves com a sua esposa, desenvolveu sintomas de hantavírus, uma doença transmitida por roedores.
Ele, a sua esposa e outro passageiro do navio morreram mais tarde devido ao vírus, o que reavivou memórias amargas do surgimento da Covid-19, apesar de os especialistas em saúde minimizarem as semelhanças entre os vírus.
A busca por respostas sobre o surto apontou para Ushuaia, embora as autoridades insistam que a probabilidade de o casal holandês ser infectado durante as 48 horas que passaram na cidade antes do cruzeiro era “quase zero”.
À medida que o inverno se aproxima, a temporada turística está acabando.



