FMI elogia economia resiliente de Hong Kong, mas alerta sobre riscos associados à guerra no Médio Oriente

O Fundo Monetário Internacional (FMI) elogiou a resiliência da economia de Hong Kong, observando uma recuperação sustentada, apesar de a actividade económica ainda não ter regressado aos níveis pré-Covid, ao mesmo tempo que alertou para os riscos descendentes decorrentes da escalada das tensões geopolíticas.
Instou também Hong Kong a prosseguir reformas financeiras a médio prazo, incluindo a introdução de um imposto sobre bens e serviços, para estabilizar e reforçar as receitas públicas.
Uma declaração final de uma missão do FMI que visitou Hong Kong em março, divulgada na sexta-feira, previa que o crescimento do produto interno bruto (PIB) da cidade desaceleraria para 2,4 por cento este ano, face aos 3,5 por cento em 2025.
Atribuiu o abrandamento previsto à procura externa mais fraca e às condições financeiras mais restritivas no contexto dos conflitos em curso no Médio Oriente.
No médio prazo, o FMI espera que o crescimento do PIB de Hong Kong se situe em cerca de 2,25 por cento, com a inflação a aumentar gradualmente de 1,4 por cento em 2025 para 2,5 por cento.
O relatório atribuiu o crescimento económico mais forte do que o esperado de Hong Kong no ano passado às exportações robustas de tecnologia, à melhoria da procura privada e à recuperação dos mercados financeiros.



