Advogados filipinos apoiam mandado de prisão do TPI para senador fugitivo

Os advogados do governo filipino instaram o Supremo Tribunal a rejeitar a proposta do senador fugitivo Ronald dela Rosa, procurado por alegados crimes contra a humanidade ligados ao seu papel numa sangrenta “guerra às drogas”, para bloquear a sua prisão e entrega.
Dela Rosa, o ex-chefe de polícia que supervisionou a repressão antinarcóticos do ex-presidente Rodrigo Duterte, pediu ao Supremo Tribunal que impedisse as autoridades de o prenderem e o entregarem ao Tribunal Penal Internacional.
Ele enfrenta as mesmas acusações que Duterte, que se tornará o primeiro ex-chefe de Estado asiático a ser julgado em Haia. Ambos negaram qualquer irregularidade.
Dela Rosa argumentou que o TPI não tem mais jurisdição após a retirada das Filipinas do Estatuto de Roma em 2019.
Mas o Gabinete do Procurador-Geral (OSG) argumentou que as Filipinas podem fazer cumprir o mandado do TPI ao abrigo de uma lei nacional, a Lei da República 9851, que permite às autoridades entregar suspeitos acusados de crimes internacionais graves a tribunais internacionais para serem processados.
Afirmou que dela Rosa não poderia exigir que um tribunal filipino separado concluísse que havia base suficiente para prendê-lo, uma vez que o TPI já emitiu um mandado, acrescentando que o país “nunca se tornará um santuário para a impunidade”. O OSG disse que dela Rosa não tinha direito a alívio porque suas “ações mostram que ele chega ao tribunal com as mãos sujas”.



