As elites da China antiga usavam ventiladores de água e gelo para se refrescar no verão; as pessoas tinham travesseiros de bambu

Na China antiga, o calor do verão podia ser mortal muito antes do advento do ar condicionado.
Para sobreviver, as pessoas recorreram a remédios que vão desde esculturas imperiais de gelo e ventiladores movidos a água até a prática mais despreocupada de vestir-se minimamente.
Um dos exemplos mais devastadores ocorreu durante o reinado do imperador Qianlong na dinastia Qing (1644–1912), quando uma onda de calor extrema varreu o norte da China.
Na falta de estações meteorológicas modernas, as autoridades documentaram o desastre através de sinais observáveis: campos secos, gado morto, colheitas arruinadas e aumento do número de mortos.
Os investigadores modernos, utilizando inscrições e registos históricos, estimam que as temperaturas em muitos condados subiram para 40 a 43 graus Celsius.
Em julho de 1743, os registros indicam que cerca de 11.400 pessoas morreram em Pequim e nos arredores em apenas 10 dias, muitas delas sendo residentes pobres, trabalhadores e artesãos.



