Contos Jurídicos | O peso da seda: o que a homenagem significa para o Inner Bar como instituição

Poucos momentos no Bar são mais alegres e surreais do que ver um ex-aluno pegar seda: orgulho, descrença e a súbita percepção de que alguém que você ainda considera instintivamente como “júnior” agora está sendo agraciado com uma inconfundível seriedade sênior.
O sábado passado foi, portanto, um momento sentimental para mim ao ver minha ex-aluna, Bonnie Cheng, ser homenageada com o novo status na cerimônia.
Como diz o velho ditado, todo advogado quer levar seda – até que um o faça. O grande conforto de ser um júnior é que, sempre que formos confrontados com uma questão jurídica verdadeiramente horrível, podemos sempre telefonar para o nosso líder.
Quando comprei seda em 2015, descobri a dificuldade da “promoção”: de repente não sobrou ninguém para quem ligar. A classificação, portanto, não é tanto uma recompensa, mas uma transferência de responsabilidade. Já não se espera apenas que se defenda bem os casos, mas que se lidere – não apenas na defesa de direitos, mas também no julgamento, no temperamento e no serviço prestado à profissão.
Junto com os títulos lisonjeiros vem um senso de dever muito mais pesado. Isso, historicamente, é exatamente o que a seda deveria significar.
A posição surgiu na Inglaterra Tudor como “Conselheiro de Sua Majestade instruído na lei” – conselheiros reais especialmente confiados pela Coroa para aconselhar sobre os interesses do reino. Não eram simplesmente advogados de sucesso ou consultores financeiros astutos, mas pessoas em quem foi depositada confiança institucional.



