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Por que os conservadores dos EUA e do Canadá apoiaram a viagem de Trump à China, mas criticaram a de Carney

No Canadá, o Partido Conservador de oposição não foi menos contundente em suas críticas. O líder do partido, Pierre Poilievre, questionou como Carney passou “de dizer que a China era a ‘maior ameaça à segurança’ do Canadá antes das eleições para anunciar uma ‘parceria estratégica’ com Pequim após as eleições”.

Mas quando Donald Trump visitou a China no início deste mês, o tom foi diferente. O presidente dos EUA foi retratado pelos conservadores de ambos os lados da fronteira como alguém que enfrentava a China. Em vez de críticas, vários grupos de interesse dos EUA ofereceram sugestões a Trump sobre como extrair mais concessões da China.

Uma semana antes da viagem de Trump, Mike Pompeo, que serviu como secretário de Estado na primeira administração de Trump, disse numa conferência conservadora em Ottawa que Carney não deveria ter ido à China. Líderes ocidentais como Carney e Primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez que “protegem a China” estavam, segundo Pompeo, a cair numa armadilha preparada para os tornar dependentes de Pequim.
O antigo diplomata norte-americano Mike Pompeo afirma que os líderes ocidentais, como os do Canadá e de Espanha, que “se protegem da China”, estão a cair numa armadilha. Foto: AFP

Convergindo nos elogios à visita de Trump e nas críticas à visita de Carney estão duas vertentes de tendências políticas conservadoras que existem no Canadá e nos Estados Unidos, de acordo com Jia Wang, investigador sénior do Instituto da China da Universidade de Alberta que acompanha o “triângulo” das relações EUA-Canadá-China.

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