China protesta nas Filipinas contra prisões chinesas “seletivas e discriminatórias”

Pequim acusou Manila de aplicar a lei “seletiva e discriminatória” contra cidadãos chineses e exigiu na quarta-feira que informasse Pequim sobre todos os casos no prazo de quatro dias, depois de as autoridades filipinas terem feito uma série de prisões e detenções envolvendo cidadãos chineses.
A declaração instou Manila a lidar com os casos de forma justa perante a lei, garantir a segurança e os direitos dos cidadãos chineses e libertá-los imediatamente se não tivessem violado a lei filipina.
“Deve ser enfatizado que, embora a China respeite a soberania judicial e a aplicação da lei das Filipinas de acordo com a lei, opõe-se firmemente à aplicação seletiva e discriminatória que visa os cidadãos chineses”, afirma o comunicado.
A embaixada instou as autoridades filipinas a tratarem os casos “de forma adequada e de acordo com a lei” o mais rapidamente possível, alertando contra o “abuso de poder ou manipulação política” e apelando à proteção da “segurança pessoal e dos direitos e interesses legítimos dos cidadãos chineses”.
As declarações foram feitas depois de 24 cidadãos chineses terem sido presos na segunda-feira numa operação conjunta liderada pelas autoridades de imigração e pelo exército filipino.
Autoridades filipinas disseram que a operação em Panabo, uma cidade na província de Davao del Norte, foi baseada em relatórios de inteligência alegando que cidadãos estrangeiros na área estavam envolvidos em trabalho não autorizado e usando documentos de imigração questionáveis.
O incidente é um dos vários que envolveram cidadãos chineses nas Filipinas nos últimos dois meses.



