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Alívio e cautela: Ásia observa acordo EUA-Irã para impacto real

O acordo de paz entre os EUA e o Irão deverá trazer um alívio imediato, mas ainda não uma garantia para a Ásia, à medida que os líderes de toda a região observam se o Estreito de Ormuz reabre, se os preços do petróleo diminuem e se o acordo pode resistir às conversações nucleares e à desconfiança geopolítica que ainda estão por vir, dizem os analistas.

O acordo, mediado pelo Paquistão e previsto para ser assinado na sexta-feira na Suíça, pretende pôr fim a mais de três meses de guerra no Golfo, pôr fim ao bloqueio dos EUA ao Irão e reabrir um dos pontos de estrangulamento petrolífero mais importantes do mundo.

O Estreito de Ormuz transportou cerca de 20 milhões de barris por dia de petróleo em 2024, o equivalente a 20 por cento do consumo global de líquidos petrolíferos, tornando qualquer perturbação uma preocupação directa para as economias importadoras de energia na Ásia, de acordo com dados da Administração de Informação sobre Energia dos EUA.

Em comentários que reflectem a recepção cautelosa do acordo por parte da Ásia, a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, disse que o seu país “espera fortemente” que “a navegação livre e segura através do Estreito de Ormuz seja garantida na prática, e que um acordo final sobre a questão nuclear do Irão e outros assuntos seja alcançado o mais rapidamente possível”.

Os detalhes do acordo permanecem obscuros, mas a Reuters informou que um rascunho do memorando cobria questões incluindo o programa nuclear de Teerã, a reabertura do estreito, o alívio das sanções e a liberação de 25 bilhões de dólares em ativos iranianos congelados durante um período de negociação de 60 dias.

Irã confirma acordo firmado com os EUA que levará à reabertura do Estreito de Ormuz

Uma abordagem cautelosa

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