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Mãe processa autoridades japonesas após adolescente de 16 anos morrer devido a trauma de ‘justiça de reféns’

A mãe de uma menina de 16 anos que morreu de emaciação após longa detenção e interrogatórios ameaçadores por japonês as autoridades estão buscando indenização, no último caso de “justiça de reféns”.

O processo, aberto na quarta-feira no tribunal distrital de Kobe, no oeste do Japão, argumenta que a provação de 18 dias da menina na prisão a traumatizou tanto que, cinco meses após sua libertação, ela pesava apenas 20 kg (44 libras) – e morreu em dezembro.

“Minha filha estava irreconhecível quando morreu”, disse a mãe de Runa – pseudônimo usado na denúncia – em entrevista coletiva na quarta-feira.

“Quero saber o que aconteceu com ela e por que ela foi presa, detida e teve que morrer”, disse o demandante.

No severo sistema de justiça criminal do Japão, os críticos dizem que a inocência nem sempre é presumida e que as autoridades dependem fortemente de confissões.

Um policial fica de olho nos passageiros de uma estação ferroviária de Tóquio. Foto: AFP

Os activistas dizem que as decisões dos suspeitos de permanecerem calados ou negarem as acusações conduzem muitas vezes a uma detenção preventiva prolongada e cansativa, com as confissões a serem utilizadas como condição de facto para a libertação – daí o termo “justiça de reféns”.

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