À medida que a França tenta redefinir as relações com África, a influência da China torna-se cada vez maior

A França comprometeu-se com 23 mil milhões de euros (26,7 mil milhões de dólares) ao sector privado de África, numa tentativa de contrariar o domínio chinês e reconstruir a sua influência no continente.
A medida marca uma grande mudança à medida que Paris tenta conquistar países anglófonos como o Quénia, depois de perder terreno no Sahel, onde golpes de Estado e o sentimento anti-francês levaram o Burkina Faso, o Mali e o Níger a cortarem relações a favor de Pequim e de Moscovo.
Ao co-organizar a cimeira com o Quénia, Macron contornou a bagagem histórica da “Françafrique” e desafiou o que descreveu como a “lógica predatória” da China.
Analistas disseram que as profundas raízes de Pequim nas infra-estruturas e o foco nas necessidades de desenvolvimento já alteraram o equilíbrio de poder externo do continente.
Sanusha Naidu, investigadora associada sénior do Instituto para o Diálogo Global na Cidade do Cabo, descreveu a cimeira como uma forma de “cobertura estratégica” e disse que marcou uma mudança simbólica.



