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À medida que a França tenta redefinir as relações com África, a influência da China torna-se cada vez maior

A França comprometeu-se com 23 mil milhões de euros (26,7 mil milhões de dólares) ao sector privado de África, numa tentativa de contrariar o domínio chinês e reconstruir a sua influência no continente.

Falando no Cimeira África para a Frente Em Nairobi, no início deste mês, o Presidente Emmanuel Macron apresentou o investimento como um “choque” para reiniciar as relações, posicionando a Europa como um parceiro para a “autonomia estratégica” de África, à medida que a corrida geopolítica com Pequim esquenta.

A medida marca uma grande mudança à medida que Paris tenta conquistar países anglófonos como o Quénia, depois de perder terreno no Sahel, onde golpes de Estado e o sentimento anti-francês levaram o Burkina Faso, o Mali e o Níger a cortarem relações a favor de Pequim e de Moscovo.

Ao co-organizar a cimeira com o Quénia, Macron contornou a bagagem histórica da “Françafrique” e desafiou o que descreveu como a “lógica predatória” da China.

Analistas disseram que as profundas raízes de Pequim nas infra-estruturas e o foco nas necessidades de desenvolvimento já alteraram o equilíbrio de poder externo do continente.

O Presidente Emmanuel Macron anunciou 23 mil milhões de euros de investimento durante a cimeira. Foto: AFP

Sanusha Naidu, investigadora associada sénior do Instituto para o Diálogo Global na Cidade do Cabo, descreveu a cimeira como uma forma de “cobertura estratégica” e disse que marcou uma mudança simbólica.

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