‘Basicamente uma raquete chinesa’: como a China avançou em uma conferência global de IA

Entre as 50 principais instituições que contribuíram para a Conferência Internacional sobre Representações de Aprendizagem (ICLR), realizada no Rio de Janeiro no mês passado, a China continental representou cerca de 44 por cento do total, com a Universidade de Tsinghua, a Universidade Jiao Tong de Xangai, a Universidade de Zhejiang e a Universidade de Pequim ocupando os quatro primeiros lugares a nível mundial.
Alguns utilizadores das redes sociais salientaram que se a quota de 7,7 por cento de Hong Kong fosse contabilizada juntamente com a da China continental, a contribuição do país excederia metade de todos os documentos apresentados na conferência.
“Se contarmos a China continental, Hong Kong e Singapura como sendo maioritariamente chineses, e adicionarmos os muitos investigadores sino-americanos [in the US]a pesquisa de IA é basicamente uma raquete chinesa”, escreveu um usuário que se identificou como um empresário de alta tecnologia do Vale do Silício, em parte em tom de brincadeira.
Só a Universidade de Tsinghua teve 332 artigos aceitos, com base em uma análise do cientista da computação ucraniano Dmytro Lopushanskyy, que agora é líder técnico de IA no Hospital Infantil de Seattle.
Os Estados Unidos foram responsáveis por cerca de 32% dos artigos, liderados pela Universidade de Stanford, pela Universidade Carnegie Mellon e pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts, que produziram, cada um, cerca de metade dos artigos da Universidade de Tsinghua.



