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Chefe da OMS encerra visita à RD Congo enquanto grupo alerta que o Ebola provavelmente se espalhou sem ser detectado

O chefe da Organização Mundial da Saúde concluiu na segunda-feira a sua visita à República Democrática do Congo informando o presidente sobre a resposta ao surto de Ébola, que uma agência humanitária alertou ser provavelmente muito maior do que mostram os números oficiais.

O surto, já o terceiro maior já registado, persistiu durante semanas sem ser detectado, dizem as autoridades de saúde, que estavam atrasadas e “lutando para controlá-lo”.

Ao chegar à RD Congo na semana passada, o Diretor-Geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, apelou a mais apoio internacional para impedir a propagação da doença antes de viajar para a província de Ituri, na RD Congo, onde os primeiros casos foram confirmados.

Lá ele disse ter visto alguns sinais encorajadores – incluindo cinco recuperações certificadas – bem como a necessidade de aumentar a capacidade de testes e tratamento e promover a confiança nos profissionais de saúde.

“Este Ébola pode ser travado quando a comunidade assume a agenda e com uma forte liderança governamental”, disse ele depois de se reunir com o Presidente Felix Tshisekedi em Kinshasa, na segunda-feira.

“Precisamos fortalecer a capacidade dos sistemas de saúde nas áreas afetadas.”

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