Cientistas chineses e holandeses transformam milho em plástico sustentável, inspirado na seda de aranha

Cientistas da China e da Holanda criaram um biopolímero à base de proteína de milho com um processo inspirado na seda de aranha que poderia oferecer uma alternativa sustentável aos plásticos baseados em combustíveis fósseis.
“Os biopolímeros derivados de plantas podem tornar-se alternativas sustentáveis aos polímeros baseados em fósseis, mas o seu fraco desempenho material limitou até agora a sua adoção”, disse a equipa num artigo publicado na revista Nature Communications, com revisão por pares, a 11 de maio.
As fibras e folhas de “plantímero” resultantes tinham uma rigidez comparável à da seda e exibiam boas propriedades de barreira à umidade e ao oxigênio.
“Mostramos que o processamento de materiais proteicos inspirados na seda da aranha pode ser aplicado a proteínas vegetais amplamente disponíveis, como a zeína do milho”, disse a equipe.
A equipe por trás da descoberta é composta por pesquisadores da Universidade Agrícola de Nanjing, na China continental, da Universidade de Jiangnan e da Universidade de Hong Kong, bem como da Universidade de Amsterdã e da Universidade de Wageningen, na Holanda.
Mais de 400 milhões de toneladas de plástico são produzidas em todo o mundo todos os anos, sendo cerca de metade destinada a ser utilizada uma única vez, como em embalagens de alimentos, segundo as Nações Unidas.



