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Decreto do Partido Ummat estagna por 10 meses, Ridho destaca suposta intervenção

Harianjogja.com, JACARTA—A polémica sobre a ratificação do Decreto do Partido Ummat ressurgiu depois de mais de 10 meses sem ser concluída, suscitando preocupações sobre a qualidade da democracia antes das eleições de 2029. Considera-se que esta situação tem o potencial de prejudicar uma dinâmica política saudável se não for resolvida imediatamente pelo governo.

No meio desta polémica, o Presidente Geral do Partido Ummat, Ridho Rahmadi, criticou abertamente o lento processo de ratificação do Decreto de gestão do seu partido (SK) para o período 2025-2030 pelo Ministério do Direito da Indonésia (Kemenkum). Enfatizou que os documentos do pedido foram apresentados em 7 de julho de 2025, mas até o momento não houve segurança jurídica.

Ridho encara este atraso como uma forma de anomalia administrativa, considerando que todos os requisitos solicitados foram cumpridos pelo seu partido. Ele enfatizou que não houve deficiências nos documentos apresentados.

“Até à data, o Ministério do Direito não ratificou o decreto, embora todos os documentos administrativos e substantivos exigidos tenham sido apresentados integralmente e declarados conformes com os requisitos pela Direcção-Geral da Administração Geral Jurídica [Ditjen AHU]”, disse Ridho em seu depoimento, segunda-feira (27/04/2026).

De acordo com os regulamentos, o processo de validação deve prosseguir rapidamente. Com base no disposto na Lei dos Partidos Políticos, Artigo 23 Parágrafo (3) Lei Número 2 de 2011, a aprovação deve ser dada no prazo máximo de sete dias úteis após o processo ser declarado completo. No entanto, os factos no terreno mostram o contrário.

“Mas, na realidade, até hoje, já se passaram mais de 300 dias ou 10 meses, o Ministério da Justiça ainda não ratificou o decreto”, acrescentou Ridho.

Esta condição, segundo Ridho, não é apenas um problema administrativo, mas tem impacto direto nas atividades políticas do Partido Ummat. Este atraso dificulta a consolidação interna e os preparativos para as eleições de 2029.

Acrescentou que o seu partido fez vários esforços para acelerar o processo, incluindo comunicações oficiais e visitas directas aos ministérios relevantes.

“Várias medidas proativas foram tomadas pelo Partido Ummat, incluindo o envio de cartas formais ou a ida direta ao escritório do Ministério da Justiça. Todos esses esforços foram realizados repetidamente. Mas, até hoje, os resultados ainda são inúteis”, explicou Ridho.

Segundo ele, as respostas recebidas de partes relacionadas tendem a ser normativas e não trazem certeza. Na verdade, considerou que havia indícios de transferência de responsabilidades no processo administrativo.

“Esta tendência de se atirarem uns aos outros para cima e para baixo desta forma levanta grandes pontos de interrogação e ao mesmo tempo dá um forte sinal de intervenção de certos partidos para dificultar o processo de ratificação da nova gestão do Partido Ummat”, sublinhou.

Ridho também vinculou esta situação à experiência do seu partido nas eleições de 2024, que foram cheias de desafios. Ele avaliou que havia um padrão recorrente no processo de administração política vivido pelo Partido Ummat.

”Portanto, é difícil para nós não tirarmos a conclusão de que há outra tentativa de destacar [menyingkirkan] “Partido Ummat, desta vez através do Ministério do Direito”, disse ele.

Pediu também ao Presidente Prabowo Subianto que garantisse que não houvesse intervenção no processo de administração política e que mantivesse um clima democrático saudável.

“Portanto, pedimos ao Presidente Prabowo que lembre aos seus funcionários que devem manter um clima democrático saudável, sem se envolverem em intervenções políticas como aconteceu no passado”, sublinhou Ridho.

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