Depois de décadas, Israel e Líbano abrem diálogo

Harianjogja.com, WASHINGTON— Depois de mais de três décadas sem contacto direto, Israel e o Líbano finalmente concordaram em abrir um caminho de diálogo através de negociações diretas mediadas pelos Estados Unidos.
Este acordo foi alcançado em reunião trilateral em Washington na terça-feira (14/4), em meio ao conflito em curso na região sul do Líbano.
A reunião foi presidida pelo Ministro das Relações Exteriores dos Estados Unidos, Marco Rubio, e contou com a presença da Embaixadora Libanesa Nada Hamadeh e do Embaixador Israelense Yechiel Leiter.
O porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Tommy Pigott, afirmou que todas as partes concordaram em novas medidas na forma de negociações diretas.
“Todas as partes concordaram em realizar negociações diretas na hora e local acordados”, disse ele.
Os Estados Unidos sublinharam que os esforços para pôr fim às hostilidades devem ser prosseguidos através de um canal diplomático conjunto e não através de abordagens separadas.
Washington também espera que estas negociações possam produzir um acordo mais amplo do que o acordo de 2024 e levar a uma paz mais abrangente.
Um novo caminho em meio a um conflito prolongado
A abertura deste diálogo ocorreu quando o ataque israelita no sul do Líbano ainda estava em curso desde 2 de Março.
Dados das autoridades de saúde libanesas registam que pelo menos 2.089 pessoas morreram e mais de 1 milhão de outras foram deslocadas devido ao conflito.
Durante as conversações, Israel expressou apoio aos esforços para desarmar grupos armados não estatais e destruir a infra-estrutura militante no Líbano.
Por outro lado, o Líbano enfatizou a importância da plena implementação do acordo de Novembro de 2024 e apelou ao cessar-fogo e ao tratamento da crise humanitária.
Respostas e desafios diplomáticos
O ministro das Relações Exteriores libanês, Youssef Raggi, chamou essas negociações de um novo caminho separado da dinâmica do conflito envolvendo os Estados Unidos e o Irã.
Ele também enfatizou que apenas o Estado libanês tem autoridade para negociar.
“O Líbano procura, através de negociações diretas com Israel, chegar a um cessar-fogo”, disse ele.
A declaração foi feita no momento em que os dois países iniciavam a primeira ronda de conversações diplomáticas diretas em mais de 30 anos.
Na reunião, o Líbano foi representado pela Embaixadora Nada Hamadeh, enquanto Israel foi representado pelo Embaixador Yechiel Leiter.
O Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, também esteve presente juntamente com vários funcionários, incluindo o Embaixador dos Estados Unidos no Líbano, Michel Issa, o conselheiro Michael Needham e o Enviado Permanente dos Estados Unidos nas Nações Unidas, Mike Waltz.
O Presidente libanês, Joseph Aoun, expressou a esperança de que este diálogo seja o início do fim do sofrimento do povo libanês, especialmente na região sul.
Ele enfatizou que a estabilidade não seria alcançada enquanto as tropas israelenses ainda estivessem em território libanês.
“A única solução reside em redistribuir o exército libanês para fronteiras reconhecidas internacionalmente e assumir total responsabilidade pela segurança da região”, disse ele.
No entanto, este esforço diplomático não foi totalmente apoiado.
O grupo Hezbollah rejeitou as negociações como uma medida fútil.
No meio destas diversas dinâmicas, os Estados Unidos encaram estas conversações como o primeiro passo para um processo de paz a longo prazo na região.
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Fonte: Entre




