Empresas europeias na China repensam as cadeias de abastecimento à medida que a guerra no Irão aumenta os custos, revela estudo

O inquérito rápido às empresas europeias concluiu que mais de um quarto das empresas ajustaram as suas estratégias de cadeia de abastecimento na China após o conflito no Médio Oriente, à medida que os custos mais elevados de energia e logística pesam sobre as operações.
Seis em cada 10 empresas químicas e petrolíferas fizeram mudanças, com 35 por cento destas a transferirem ainda mais a produção para a China, mostrou a pesquisa. No sector das máquinas, 14 por cento dos que fizeram ajustes na cadeia de abastecimento procuravam aumentar a capacidade de produção local, de acordo com o relatório publicado na terça-feira.
Na terça-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse aos jornalistas que Washington e Teerão “ou vão fazer um acordo ou serão dizimados”, alimentando ainda mais as preocupações de um conflito prolongado.
O inquérito mostrou que 81 por cento das empresas europeias na China enfrentavam dificuldades para obter factores de produção do Médio Oriente, dois terços relataram prazos de entrega mais longos e custos de transporte elevados, enquanto cerca de 66 por cento enfrentavam custos de energia mais elevados. Quase um quarto dos entrevistados alertou que seriam possíveis paralisações de produção dentro de três a seis meses se o conflito persistisse.
O sector automóvel foi o mais atingido em termos de procura, com 62 por cento das empresas europeias inquiridas que operam na China a reportar um declínio. No geral, mais de três em cada 10 entrevistados afetados negativamente pelo conflito relataram uma procura menor.



