Estarão os EUA a exercer uma nova ameaça tarifária para garantir um grande acordo nas negociações comerciais com a Índia?

Na sequência de uma investigação sobre práticas comerciais desleais ao abrigo da Secção 301, a administração Trump propôs que os produtos provenientes da Índia, China, Japão, Coreia do Sul, Brasil e Suíça estariam sujeitos a uma taxa de 12,5 por cento, enquanto uma taxa de 10 por cento seria aplicada a produtos provenientes do Canadá, México, UE, Reino Unido e Paquistão, entre outros locais.
A recomendação surgiu no momento em que funcionários do Representante Comercial dos EUA (USTR), liderados pelo negociador-chefe Brendan Lynch, visitaram Deli no início desta semana para acelerar as negociações sobre a finalização de um acordo depois de chegar a um quadro provisório em Fevereiro.
“Os compromissos foram marcados por um espírito de cooperação e pragmatismo, com ambas as partes reafirmando o seu compromisso de concluir um acordo mutuamente benéfico que fortaleça o comércio bilateral e os laços económicos”, disse o governo indiano num comunicado na quinta-feira.
Washington já havia concordado em reduzir as tarifas dos EUA sobre a Índia para 18%, ante um pico de 50% no ano passado.



