Julgamento de caso de ativista realizado no final de abril, quatro soldados julgados

Harianjogja.com, JACARTA—O primeiro julgamento no caso de suposto abuso do ativista da Comissão para Pessoas Desaparecidas e Vítimas de Violência (KontraS), Andrie Yunus, está agendado para 29 de abril de 2026 no Tribunal Militar II-08 de Jacarta, com a agenda de leitura da acusação.
Este agendamento é realizado após os autos serem declarados completos e registrados pelo tribunal após serem transferidos da Procuradoria Militar de Jacarta II-07.
O primeiro julgamento será realizado na quarta-feira e terá como pauta principal a leitura da acusação. Foi confirmado que os quatro réus estavam presentes diretamente no tribunal como parte do processo legal em andamento.
O tribunal também garantiu que o julgamento fosse aberto ao público. O público e os meios de comunicação social podem acompanhar o processo, embora a capacidade da sala do tribunal seja limitada.
Este caso envolveu quatro militares da ativa, nomeadamente o Capitão NDP, o Tenente BHW, o Tenente SL e o Sargento ES. Anteriormente, eles tinham o status de suspeitos e agora são oficialmente réus depois que os autos do caso foram submetidos ao tribunal.
Como todos os réus são militares da ativa, este caso está sob a jurisdição da justiça militar. A localização do incidente na área do Hospital Cipto Mangunkusumo, Salemba, Centro de Jacarta também fortalece a autoridade do Tribunal Militar II-08 Jacarta.
A determinação do calendário do julgamento leva em conta vários factores técnicos, incluindo potenciais conflitos com outros casos e o padrão de julgamento com o Ministério Público Militar.
Uma vez registado o processo, o tribunal tem autoridade total sobre o caso, incluindo provas e detenção. No entanto, a convocação de testemunhas e réus continua a ser competência do Ministério Público Militar.
No julgamento serão apresentadas oito testemunhas, sendo cinco militares e três civis. Além disso, foram entregues 11 elementos de prova, que vão desde objetos pessoais até gravações de vídeo e veículos.
Múltiplas acusações contra o réu
Para facilitar a compreensão da construção jurídica utilizada, aqui estão as acusações escalonadas impostas aos réus:
- Acusação primária
Utilizando o artigo 469.º, n.º 1, do Código Penal em conjugação com o artigo 20.º, letra C, da Lei n.º 1 de 2023, com ameaça máxima de 12 anos de prisão. - Acusação subsidiária
Sujeito ao artigo 448.º, n.º 1, em conjugação com o artigo 20.º, alínea C, da Lei n.º 1 de 2023, com pena máxima de oito anos de prisão. - A acusação é mais subsidiária
Utilizando o artigo 467 parágrafo (1) e parágrafo (2) em conjunto com o artigo 20 letra C da Lei nº 1 de 2023 com ameaça máxima de sete anos de prisão.
Como contexto, este caso decorre do alegado abuso do activista do KontraS, Andrie Yunus, na área de Salemba, no centro de Jacarta, que está agora a entrar na fase de julgamento depois de os ficheiros terem sido declarados completos.
O Chefe do Tribunal Militar II-08 de Jacarta, Coronel Chk Fredy Ferdian Isnartanto, disse que o agendamento do julgamento foi realizado após garantir que o caso atendesse à autoridade absoluta e relativa do tribunal militar.
“Depois de receber o arquivo do caso, ele passa a ser autoridade do tribunal. Primeiro examinamos e pesquisamos se este caso está sob nossa autoridade para ser julgado”, disse ele.
Acrescentou que, de acordo com o procedimento, o julgamento deverá ser realizado no máximo 10 dias após o registo. Porém, o cronograma foi ajustado para não colidir com outros assuntos.
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Fonte: Entre



